quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Vi esta manchete no Jornal.





Estava folheando o jornal e me deparei com esta manchete: “Após 49 anos, Congresso anula sessão que afastou Jango da Presidência”. Qual o significado disso para a população brasileira? Nenhuma.
Vejamos. Para o povo que na época beira os 70 milhões de habitantes, muitos como meu pai, meu avô e muitos pais e avôs dos meus amigos já se foram para o outro lado. Isso significa que dos 70, muito provável, temos apenas metade dessa população viva como é o meu caso e em 64 eu tinha apenas 13 anos sem muita consciência política em saber ou conhecer o que o Jango era ou foi. Como o país naquela época era composto de jovens ( estatisticamente o Brasil era uma pirâmide onde a base eram os nascituros), podemos tirar mais metade desse número e teremos algo por volta de 17,5 milhões de pessoas com alguma consciência sobre Jango que poderiam gostar ou não do governo ou da pessoa dele.
Assim como hoje beiramos os 200 milhões de habitantes, essa ação do congresso talvez tenha satisfeito um percentual ainda menor que 5%, já que podemos considerar que metade dos 17,5 milhões sobreviventes, não gostavam do Jango, principalmente por que não votaram nele como presidente e sim no Jânio que também já morreu.
Devo ressaltar que na época o vice-presidente também era eleito, ie, recebia votos, apesar de que cada candidato a presidência tinha sua preferência de vice, o que não era o caso de Jânio e Jango. Mas ele foi eleito legitimamente e por um erro de uma tentativa de golpe de Estado do Jânio acabamos tendo que colocá-lo na presidência. Se foi ruim ou bom, não importava, afinal havia uma lei e éramos uma democracia recente, sendo o primeiro presidente eleito livremente nas urnas foi o Vargas em 50 depois JK em 55 e Jânio em 60.
Não considero o Dutra como uma eleição livre, pois vínhamos de uma ditadura e ele seria o elemento de transição, o que o opositor não teria condições de presidir o país na época.
Então seria importante que isso continuasse como a constituição determina-se fazendo com que a eleição seria o elo entre o povo e o administrador do país.
Mas com o suicídio de 54 com Vargas e uma tentativa de não permitir que JK assumisse a presidência e posteriormente Jango com a instituição do parlamentarismo para limitar o poder presidencial, já era esperado uma nova saraivada de ditadura.
Jango além de flertar muito com uma esquerda em plena guerra fria e com a recente perda americana de Cuba, Jango na questão dos mísseis cubanos preferiu se manter neutro e não apoiar os americanos contra Cuba e URSS. Obviamente os EUA retaliariam. Isso foi o que aconteceu em 64 com o apoio americano e o golpe dos militares que na verdade com a bandeira da moralidade pública consolidaram a ditadura, só em 68 foi que o comunismo se tornou a desculpa principal, principalmente por que o abuso de poder e a roubalheira continuaram como continuam até hoje e o exército não promove outro golpe, por que todos estão ganham e muito com a situação como está.
Assim o golpe foi mais um erro estratégico do Jango que o promoveu do que uma injustiça real.
Difícil dizer injustiça real, já eu havia uma lei que preservava a moralidade democrática do país. Mas com a alteração do parlamentarismo para a posse do Jango e a negativa aos americanos, ninguém seria ingênuo a ponto de fazer um discurso daqueles na Central do Brasil sem ter alisado convenientemente a oposição favorecendo algum ganho significante aos que poderiam criar problemas, como muito bem fez o Lulla permitindo que todos pudessem roubar descaradamente e serem protegidos por ele para que pudesse em discurso, como presidente, falar em “merda” textualmente ou criticar um mandatário inglês que estava vindo favorecer o Brasil com acordos interessantes à nação.
Quer dizer, este ato do congresso foi apenas mais um gasto público de um congresso caríssimo nem mesmo para inglês ver.
Como a Dilma proibiu (essa palavra em uma democracia se parece tanto com uma ditadura) e ela pode afinal é ela que solta as verbas programadas no orçamento, que se aprovasse algo que aumentasse o gasto do governo, dizendo que estamos a beira da falência de novo ou de uma inflação com hipérbole louca de migração para os 3 dígitos mensais, como tivemos com Sarney.
Como se sabe Sarney não conseguia dominar a inflação como o Collor, por que tinha muita gente roubando, apesar de que mais discretamente, do que agora, mas permitindo isso para que ele pudesse continuar no poder, já que ele não era a preferência popular, mas sim Tancredo que morreu sem tomar posse e era importante para que os militares e a ditadura volta-se ao país.
O que precisamos é que o governo administre e muito bem, a saúde, a educação e a segurança pública, obviamente além do cofre da União, Estados e prefeituras.
A verba da saúde que é considerada baixa pelos médicos, além de mal administrada ainda sofre com a péssima organização que muitas prefeituras promovem com o único objetivo de burocratizar, dando mais empregos a funcionários desnecessários ampliando o gasto sem que os benefícios cheguem a população.
Quanto a segurança pública, onde a ação deve ser promovida dentro do restrito CUMPRIMENTO da lei, como não jogar papel na rua, ter a velocidade das vias públicas respeitadas, o barulho do veículo estar dentro das normas e não se usar rádio de alta potência apenas para promover a masturbação com o pau alheio, já que o ocupante do carro não é capaz de produzir a música que esta ouvido, mesmo que seja algo chamado de música, mas como é algo de um valor limitado a instalação do som, não demonstra seu poder econômico pessoal, mas o seu carro sim.
Se essas poucas coisas fossem respeitadas de convívio humano entre a população não haveria tantas mortes e assassinatos, seja por desavença ou irresponsabilidade como muito bem demonstrou a lei seca, onde apenas com fiscalização poderíamos diminuir acidentes e mortes no transito.
Assim a policia não perderia tanto tempo voltando a resolver pendengas de dissabores entre vizinhos ou brigas em bar ou outra ocorrência de menor importância podendo maximizar sua ação contra os traficantes do pedaço ou notórios ladrões de economias alheias. Como não fazem o básico, não conseguem nem mesmo fazer o mais importante que são os esclarecimentos dos crimes cometidos contra o erário público ou contra uma organização ou um mero transeunte que sofre com a ação de marginais drogados.
Apesar de sermos uma democracia a lei contra drogados deveria ser mais rígida, pois são eles que atrapalham a população e promovem a morte de muitos inocentes. Mas com toda a certeza a liberação das drogas deveria ser muito bem estudada, por que não podemos ser tutores de uma sociedade perpetuamente e ela deve crescer e evoluir e saber definir o que é melhor para si, se ele pode ser dependente ou não de drogas e assim se tornar um pária social ao invés de um ser humano decente e produtivo socialmente.
Quanto à educação, a coisa é tão grave que inviabiliza qualquer comentário mais jocoso. Afinal uma instituição que se criou com o objetivo de se medir o desenvolvimento do aluno, da escola e do currículo, acabou virando nas mãos do PT um puta mega vestibular, com a ilusão que se acabaria com o vestibular.
A idéia é boa no sentido de poder utilizar uma distribuição mais homogenia de alunos pela região que habitam e assim promover o progresso de várias regiões e aumentar o número de universitários no país tentando diminuir as desistências. Além disso, deveria ser regional o exame e a inclusão das faculdades, pois seria muito mais fácil para o aluno se adaptar seja pelo clima ou pela cultura local. Mas perde todo o valor para se medir currículo escolar, aluno ou escolas, valorizando assim e ainda os cursinhos ou colégios voltados a conquistar essas vagas e em seu próprio Estado.
Além disso, não se pode fazer experiências com novas formas de ensino por toda rede escolar, só por que alguém achou que isso iria funcionar na cidade ou no Estado. O aluno precisa ficar mais tempo na escola, seja pelo dia ou pelo ano, muitos enforcam a sexta feira pro que é véspera de sábado ou enforcam um dia antes do feriado por que o dia seguinte é feriado, além de ter reprovação e o pessoal ser valorizado pelo esforço e conquistas e não por que dá trabalho ao professor ou por que tem algum poder econômico.
O governo seja ele em que patamar da federação estiver tem que ter coragem de realizar as mudanças necessárias e condizentes com a necessidade futura do país.
Devo ressaltar que o governo do FHC neste sentido fez com que o Brasil avançasse valorizando as instituições e definido com precisão a divisão de poder, tentou o parlamentarismo que poderia ser uma forma do congresso parar de fazer degustações de lei absurdas e sem sentido, apenas para dizer que estão fazendo algo e beneficiando meia dúzia de apaniguado e isso não é força de expressão.
Isso, obviamente, não seria o suficiente para colocar o Brasil em seu rumo, mas apenas para dar uma base sólida para mudanças efetivas e significantes do nosso futuro, onde a corrupção endêmica se reduziria e os serviços essenciais funcionariam com responsabilidade e segurança para a população que saberia que poderiam estar seguros em sua velhice depois de vários anos dedicados à nação.
Com Lulla que não soube investir com todo o dinheiro que entrou no país em seus anos de governo e isso se nota pela saia justa que a Dilma esta passando pela falta de recursos para manter todo os corruptos no governo para que não a atraiçoem, pois cada vez querem muito mais do que lhe foi dado, estamos voltando às condições anteriores ao FHC, com a corrupção correndo solta e os gastos públicos sendo cada vez mais abusivos.
Se formos pensar no percentual dos impostos sobre o PIB, notaremos que na época do Sarney era algo menor do que 25% no final do governo FHC já estavam em 33% para poder cobrir os rombos da corrupção e equilibrar as contas e estamos com 40% agora sem termos os principais investimentos realizados e o crescimento da nação beirar os 5% anuais, o que, se olharmos ao longo desses últimos anos, se conseguirmos uma média de 2%, seria bom erguer as mãos aos céus.
Agora imaginem se a inflação embalar e fizerem um novo plano para consertar? Com toda a certeza estaremos pagando mais de 50% de imposto sobre o PIB. Por quê? Por que o povo acredita que o governo deve pagar tudo aos enjeitados e promover a mordomia aos afortunados e assim vão ter que pagar toda a bonomia que estão pagando agora com esse governo corrupto e irresponsável, além de incompetente que não consegue controlar a ganância dos aliados e os parentes que se aboletam nas entranhas do governo.

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